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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Steven Gerrard anuncia sua aposentadoria da seleção

Steven Gerrard marcou o gol da classificação da Inglaterra para a Copa do MundoO meia Steven Gerrard anunciou sua aposentadoria da seleção inglesa. Em nota oficial no site da Football Association, o capitão da Inglaterra agradeceu à sua família e aos seus ex-comandantes. 



Ainda segundo a nota, a decisão foi tomada pelo jogador com objetivo de se manter focado no Liverpool. O meia atuou nos Reds por todos os seus 16 anos de carreira. Após participar de uma decepcionante Copa do Mundo pela seleção, Gerrard decidiu pela sua aposentadoria.

"Eu aproveitei cada minuto em que pude representar meu país e esse é um dia muito triste para mim. Saber que não vestirei mais a camisa da Inglaterra é muio difícil. É uma das decisões mais difíceis que já tomei em toda a minha carreira. Eu estou muito triste desde que voltei do Brasil e após conversar com família, amigos e pessoas próximas, decidi tomar essa decisão. Para ter certeza de que continuarei atuando em alto nível e dando tudo de mim pelo Liverpool Football Club, eu acredito que essa seja a melhor coisa a se fazer", disse Gerrard no comunicado.

O jogador citou ainda a disputa da Liga dos Campeões como um dos motivos para a aposentadoria. Após quatro anos de ausência, o gigante inglês volta a disputar a maior competição da Europa na próxima temporada. Gerrard foi o capitão e grande jogador do Liverpool no quinto e último título da equipe na competição, em 2005.

"Ter uma Liga dos Campeões de volta a Anfield é um outro grande fator para minha decisão. Eu gostaria de agradecer especialmente a Roy Hodgson (atual treinador da Inglaterra), por me dar a braçadeira de capitão e me fazer o homem mais feliz desse país, realizando um sonho de criança. Ele é um grande treinador e uma pessoa em que confiarei plena e eternamente", garantiu o meiocampista.

Steven Gerrard estreou pela seleção inglesa em amistoso contra a Ucrânia em maio de 2000. Em quatorze anos de serviços prestados, o jogador atuou por 114 partidas e marcou 21 gols. Por injustiça do destino, o craque não possui nenhum título pela Inglaterra. 
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Seleção da Alemanha quebrou parte da taça em comemorações do título da Copa do Mundo

Rihanna e a CopaA Alemanha terá que reparar a taça da Copa do Mundo. A réplica do troféu, levada pelos campeões, sofreu danos durante comemorações do tetracampeonato.



Apesar do imprevisto, o presidente da Federação Alemã de Futebol mostrou-se tranquilo.


"Não se preocupe. Temos especialistas que podem reparar isto", disse Wolfgang Niersbach, à revista alemã Der Speigel.
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sábado, 19 de julho de 2014

Juiz relata alemão Kramer desnorteado: 'Esta é a final?'

Árbitro Nicola Rizzoli olha o atendimento ao alemão Kramer na final da Copa do Mundo 2014O árbitro da decisão da Copa do Mundo, o italiano Nicola Rizzoli, relatou que o volante Christoph Kramer estava desorientado e confuso depois de levar uma pancada na cabeça no início da partida do último domingo, em que a Alemanha derrotou a Argentina por 1 a 0, em duelo definido apenas na prorrogação, no Maracanã, no Rio. 

"Logo após o choque, Kramer veio me perguntar 'Árbitro, esta é a final?'", disse, Rizzoli, em entrevista ao jornal esportivo italiano Gazzetta dello Sport. "Eu achava que ele estava brincando e fiz ele repetir a pergunta e, em seguida, ele disse: 'Eu preciso saber se esta é realmente a final'. Quando eu disse: 'Sim', ele concluiu: 'Obrigado, foi importante saber isso.'". 

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Rizzoli disse que o volante alemão Bastian Schweinsteiger foi avisado sobre o estado confuso do companheiro, mas Kramer continuou jogando por mais 14 minutos após o choque com o zagueiro argentino Ezequiel Garay. Ele foi substituído aos 31 minutos após cair no campo com uma suspeita de concussão.

A permanência de Kramer em campo, assim como aconteceu com os argentinos Javier Mascherano e Pablo Zabaleta na semifinal da sua seleção contra a Holanda, aumentou as preocupações com o risco de ferimentos na cabeça. Durante a fase de grupos da Copa, o lateral uruguaio Alvaro Pereira se recusou a deixar o campo depois de ser atingido na cabeça. 

Quanto ao resto da partida, Rizzoli defendeu sua decisão de não marcar um pênalti para a Argentina no lance em que o goleiro alemão Manuel Neuer saiu da sua meta para interceptar um lançamento perigoso para o atacante argentino Gonzalo Higuain. "Eu errei ao marcar uma falta para a Alemanha. Não foi nada", disse Rizzoli. "Por que foi pênalti? Neuer chegou na bola antes do atacante". 

Rizzoli também explicou por que ele não mostrou o segundo cartão amarelo para Sergio Agüero no final da partida, quando o atacante argentino atingiu Schweinsteiger, deixando o volante com o rosto ensanguentado. "Julguei involuntário e é por isso que não justificava um cartão amarelo", disse o árbitro italiano. "Eu posso ter errado". 

Javier Mascherano também já tinha um cartão amarelo quando fez uma falta em Schweinsteiger, mas escapou de ser expulso. "É importante olhar as reações dos jogadores", disse Rizzoli. "Estávamos na prorrogação e com pouca lucidez. Em uma final justa como a do Rio, o árbitro não pode se tornar o protagonista, expulsando rapidamente os jogadores".
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domingo, 13 de julho de 2014

Messi se diz decepcionado com vice e ignora prêmio de melhor da Copa

A desilusão estava estampada no rosto de Lionel Messi após a derrota da Argentina para a Alemanha, por 1 a 0, na prorrogação. Abalado, o eleito melhor jogador da Copa do Mundo se disse decepcionado com o vice.
Mesmo vice, Messi é eleito o melhor jogador da Copa do Mundo NELSON ALMEIDA/AFP
"Foi uma decepção grande porque queríamos levar a Copa para casa. Merecíamos mais. Queríamos a copa, pensamos que era o momento, estávamos muito bem", disse em entrevista exibida pela Bandeirantes.

Assim como o técnico Alejandro Sabella, Messi também lamentou as chances desperdiçadas ao longo da partida e disse que se a Argentina tivesse marcado um gol antes, tudo seria diferente.

"Jogamos contra uma grande seleção, que possui grandes jogadores. Se fizéssemos um gol, mudaria tudo", analisou.

Questionado sobre o prêmio de melhor da Copa, Messi preferiu não se prolongar na resposta e se limitou a dizer que não vale nada ser eleito o craque do Mundial sem ganhar o título.

"Não tem importância ser o melhor jogador sem ganhar a Copa. Não queria o prêmio pessoal, queria o título. Merecíamos mais, mas não tivemos sorte. Foi amargo. Tivemos chances, eu e o Pipita (Higuaín)", afirmou.

A decepção estava tão visível que Messi evitou fazer qualquer previsão sobre o futuro da seleção argentina. No entanto, ele disse que todos devem voltar para casa de cabeça erguida.

"Como já falei, o jogo acabou há pouco tempo e depois da decisão a tristeza é grande, mas temos que ir pra casa com a cabeça erguida. A argentina ficou muito tempo sem chegar até a final e agora temos que voltar de cabeça erguida", analisou.
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Alemanha vence Argentina na prorrogação, é tetracampeã mundial e consagra geração

REUTERS
Gotze marcou o primeiro gol do jogo na prorrogação
Gotze marcou o primeiro gol do jogo na prorrogação
O time estrangeiro mais brasileiro da Copa de 2014 agora tem também o título que um dia o Brasil se orgulhou de dizer que tinha: o melhor futebol do mundo. Hoje, o melhor futebol do mundo é da Alemanha, que deu uma verdadeira aula de futebol. A consagração de uma geração brilhante e de um trabalho sério de anos aconteceu neste domingo, com vitória sobre a Argentina na prorrogação, por 1 a 0, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Com gol do garoto Götze, os alemães conquistaram o tetracampeonato mundial, repetindo os feitos de 1954, 1974 e 1990.
O título nos gramados brasileiros premia com justiça e coloca para sempre na história uma equipe que soube unir jogadores experientes como Lahm, Schweinsteiger e Klose, com mais jovens como Kroos, Hummels, Özil e Götze, sob o comando do técnico Joachim Löw. Um trabalho que começou com um aprendizado de erros do passado, passou por derrotas nas últimas três Copas e três Eurocopas, mas que, com insistência, acabou dando resultado agora.
Na final deste domingo, o melhor time do mundo teve dificuldades para superar uma Argentina guerreira, sólida defensivamente e que conta com Messi, eleito quatro vezes o melhor jogador do mundo. Higuaín desperdiçou chance incrível de gol no início, a Alemanha teve paciência, tocou bem a bola até conseguir o gol no tempo extra.
No final, a festa nas arquibancadas do Maracanã foi alemã e, claro, também brasileira, para a tristeza dos milhares de barulhentos torcedores aregntinos. O gol do título saiu aos 7 minutos do segundo tempo da prorrogação, com Götze, que tinha deixado o banco de reservas e substituiu Klose. Aos 22 anos, o meia do Bayern de Munique vira símbolo de uma eficiente renovação alemã.
Na campanha do tetra, a Alemanha estreou com vitória sobre Portugal por 4 a 0, empatou com Gana por 2 a 2 e venceu os Estados Unidos por 1 a 0 na primeira fase. Nas oitavas, bateu a Argélia na prorrogação por 2 a 1, fez 1 a 0 na França nas quartas e humilhou o Brasil com uma goleada por 7 a 1 na semifinal, antes de ganhar da Argentina na final.
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Gotze vibra após marcar o gol que deu o tetracampeonato à Alemanha
Gotze vibra após marcar o gol que deu o tetracampeonato à Alemanha
O jogo
Foi a Alemanha que dominou a posse de bola desde o início do jogo, mas era a Argentina que parecia ter o controle mental da partida. Desta forma, o equilíbrio das ações ofensivas tornava o jogo imprevisível. Os argentinos não contaram com Di María, que não se recuperou totalmente de lesão na coxa, e os alemães tiveram o desfalque de Khedira. Jogaran Enzo Pérez e Kramer, respectivamente.
Perigosa desde os primeiros minutos, a seleção argentina só não abriu o placar por causa da falta de pontaria de Higuaín. O atacante errou o alvo em duas chances que teve, sendo que na segunda perdeu um gol inacreditável, quando estava cara a cara com o goleiro Neuer após recuo de bola errado de Kroos.
Aos 29 minutos, quando Higuaín acertou o pé e chegou a balançar a rede, a arbitragem corretamente anulou a jogada apontando impedimento depois do cruzamento de Lavezzi. Bem marcado, mas bastante participativo, o craque Messi também teve a sua oportunidade, mas Neuer salvou.
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Messi lamenta na final da Copa do Mundo contra a Alemanha
Messi lamenta na final da Copa contra a Alemanha
O jogo era bom e, apesar dos sul-americanos terem assustado primeiro, a Alemanha respondeu à altura. Com uma envolvente troca de passes, os europeus aos poucos foram conseguindo espaço para chegarem próximos da área adversária. E não faltou ousadia. Quando o time perdeu o volante Kramer machucado, o técnico Joachim Löw colocou em campo o atacante Schurrle.
E foi o próprio Schurrle quem exigiu a primeira grande defesa do goleiro Romero, que na sequência ainda pegou chute de Kroos. Antes do intervalo, Höwedes ainda cabeceou uma bola na trave para deixar o duelo ainda mais emocionante.
Para o segundo tempo, o técnico argentino Alejandro Sabella trocou Lavezzi por Agüero. Logo aos 2 minutos, Messi teve boa chance de abrir o placar, mas a bola saiu raspando a trave. Depois disso, porém, a Argentina não conseguiu manter o bom nível ofensivo de antes.
Sem Lavezzi para ajudar na marcação, a Alemanha conseguiu se impôr no meio-campo. Faltava, no entanto, encaixar um bom lance para tirar o zero do placar. Ôzil tentou, mas no melhor deles, Kroos não conseguiu finalizar bem. Sólida na defesa, a Argentina tentava voltar a levar perigo no ataque. Messi insistia, fazia fila de dribles nos marcadores, mas não conseguia passar por todos.
Sabella fez mais duas mudanças. Primeiro, tirou Higuaín para a entrada de Palacio, e depois colocou Gago no lugar de Pérez. Do outro lado, Löw susbstituiu Klose por Gotze, mas o 0 a 0 permaneceu ao final dos 90 minutos.
Em mais 30 minutos de prorrogação, a precaução defensiva falou mais alto do que a ousadia ofensiva. A decisão parecia que ia para os pênaltis, mas aos 7 minutos do segundo tempo, Götze aproveitou cruzamento de Schurrle, matou no peito e chutou cruzado para estufar a rede: Alemanha tetracampeã do mundo. Campeã dentro de campo e também fora dele, com muita simpatia e carisma em território brasileiro.
FICHA TÉCNICA:
ALEMANHA 1 X 0 ARGENTINA
Copa do Mundo 2014 - Final
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro-RJ
Data: 13 de julho de 2014, domingo
Horário: 16h (horário de Brasília)
Público: 74.738 torcedores
Árbitro: Nicola Rizzoli (ITA)
Assistentes: Renato Faverani e Andrea Stefani (ambos ITA)
Cartões amarelos: Schweinsteiger e Howedes (ALE); Mascherano e Aguero (ARG)
GOL:
ALEMANHA: Gotze, aos sete minutos do segundo tempo da prorrogação

ALEMANHA: Neuer; Lahm, Boateng, Hummels e Howedes; Schweinsteiger e Kramer (Schurrle); Muller, Kroos e Ozil (Mertesacker); Klose (Gotze) Técnico: Joachim Low

ARGENTINA: Romero; Zabaleta, Demichelis, Garay e Rojo; Mascherano, Biglia, Enzo Pérez (Gago) e Messi; Lavezzi (Aguero) e Higuaín (Palacio) Técnico: Alejandro Sabella
fonte espn 
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Na mente de Low: como anular Messi e evitar Mascherano

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Hummels e Howedes deverão ser os principais responsáveis por parar Messi na final
Hummels e Howedes deverão ser os principais responsáveis por parar Messi na final
Dos dez atletas que concorrem ao prêmio de melhor jogador da Copa do Mundo, três são da finalista Argentina. Como um deles - Ángel Di María - está machucado e tem poucas chances de começar a partida decisiva contra a Alemanha, caberá aos outros dois, que possuem funções opostas, a responsabilidade de guiar o time no duelo e buscar o terceiro título para o país.
Em um setor do campo, Javier Mascherano terá a função de destruir o perigoso ataque germânico, no outro, Lionel Messi será o grande encarregado de construir a viória.
Evitar que essa dupla se destaque seria um passo imenso para a Alemanha assegurar o tetracampeonato no domingo. E, mesmo com toda a dificuldade que essa missão pareça ter, o técnico Joachim Low pode já contar com as peças ideais para tal tarefa.
Para se defender das arrancadas e a genialidade de Messi, que tem atacado principalmente pelo seu lado direito, o treinador alemão conta com um atleta totalmente voltado à defesa. Isso porque Benedikt Howedes, que é zagueiro, tem atuado em toda a competição como lateral esquerdo. Se oferece pouco na hora de apoiar, ele não compromete na defesa, apesar de não ser veloz para atuar no lado do campo.
Quando o assunto é proteger a retaguarda, Howedes tem cumprido bem o seu papel. Ele está em sétimo lugar na lista de atletas que mais fez desarmes no Mundial com 16. Além disso, figura na oitava posição entre os jogadores que mais recuperaram bolas (40).
Mesmo que passe pelo defensor do Schalke 04, Messi ainda terá pela frente Mats Hummels, que atua pelo lado esquerdo da zaga e compensa a falta de velocidade do lateral. De quebra, o atleta do Borussia Dortmund vive ótima fase e é um dos candidatos a melhor da Copa.
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Na Copa, Messi tem caído mais pelo lado direito do campo
Na Copa, Messi tem caído mais pelo lado direito do campo
Já quando tiver a bola, a Alemanha terá outro grande desafio: superar Mascherano. Líder no meio de campo argentino, o volante é o quinto com maior número de bolas recuperadas no torneio (42) e o quarto com mais desarmes (18). Peça importante no início das jogadas ofensivas - é o atleta que deu mais passes no Mundial até aqui, com um total de 478 -, ele tem sido absoluto defensivamente.
No entanto, Mascherano fica mais preso à parte central do campo, o que não coincide com o jogo alemão. Para Low fazer seus comandados evitaram perder a bola para o volante, manter o seu estilo de jogo de intensa movimentação e usar os lados do campo - como o mapa de calor abaixo indica - pode ser o caminho. 
De qualquer forma, é difícil imaginar que os germânicos terão facilidade em infiltrar na defesa adversária pelo centro, como ocorreu frequentemente na goleada por 7 a 1 sobre o Brasil na semifinal.
Alemanha e Argentina se enfrentam neste domingo, às 17h (de Brasília), no Maracanã, pela decisão da Copa do Mundo. A partida terá transmissão da ESPN Brasil eWatchESPN e acompanhamento em tempo real do ESPN.com.br.
TRUMEDIA
Mapa de calor de Javier Mascherano na Copa do Mundo de 2014
Mapa de calor mostra que, na Copa do Mundo, Mascherano se concentra na faixa central do campo


TRUMEDIA
Mapa de calor da Alemanha na Copa do Mundo de 2014
Alemanha se movimenta intensamente e ataca bastante pelos lados, o que pode dificultar a vida de Mascherano
fonte espn 
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Na contramão da Alemanha, Argentina chega à final mesmo com caos, crise e cartolas eternos

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Argentina chegou à final da Copa, mas precisa mudar muito o futebol local
Argentina chegou à final da Copa, mas precisa mudar muito o futebol local
Desde que a Alemanha goleou o Brasil por 7 a 1, as análises começaram a pipocar e parece não haver segredos sobre o que colocou a equipe na final da Copa do Mundo. Depois de anos parado no tempo, o país resolveu se mexer após não passar nem da primeira fase da Eurocopa de 2004 e reformulou todo o seu futebol a partir das categorias de base para recolher os frutos a médio prazo
Mas o futebol está muito longe de ser uma ciência exata.
Do outro lado do campo neste domingo, no Maracanã, estará um país que é praticamente a antítese de tudo isso que os alemães construíram nos últimos anos, com uma das mais retrógradas federações do mundo no comando. Nada de planejamento ou de uma categoria de base bem estruturada. Nada de clubes superpotentes e saudáveis. A Argentina chega à decisão do Mundial com um futebol deficitário, desorganizado e com direito até à intervenção governamental, que acabou por estatizar o campeonato local.
O futebol argentino começou a entrar em declínio ainda na década de 90, de braços dados também com a economia local. Mal administrados e com o país também quebrado, quase todos os clubes entraram em um caos financeiro do qual nunca se recuperaram.
Isso gerou um impacto imediato na gestão dos novos talentos. Se já não conseguiam competir com a Europa na oferta de salários, os times argentinos passaram a perder a disputa também para brasileiros e até para mexicanos. Os melhores jogadores passaram a sair do país cada vez mais jovens, tentando compensar a crise financeira de cada equipe. Os clubes passaram a ser formados dentro de campo por atletas cada vez mais medianos ou em fim de carreira.
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Argentina, de Centurión, deu vexame no Sul-Americano sub-20
Argentina, de Centurión, deu vexame no Sul-Americano sub-20
Assim como a Alemanha, as categorias de base também passaram por um processo de mudança. Mas para pior. "Antes dizíamos que levantávamos uma pedra e achávamos um jogador bom. Hoje isso não existe mais. Até pensamento de ganhar como seja, não importa como", resume o jornalista argentino Federico Russo, apresentador do Mundo Leo.
O resultado disso tudo em campo é mais do que claro. Nas categorias de base, a Argentina conseguiu formar duas ótimas gerações e ganhou as Olimpíadas de 2004 e 2008. Mas foi só isso. Em 2005, o país nem se classificou para o Mundial sub-17. Em 2009, não foi para o Mundial sub-20. E em 2013 fez ainda mais feio: jogando em casa não passou nem pela primeira fase do Sul-Americano sub-20, ficando mais uma vez fora do Mundial da categoria.
E no profissional, o cenário não é tão diferente. Não por menos a Argentina não ganha um título desde a Copa América de 1993.
Entre os clubes o sucesso também parou. Desde o título do Boca Juniors em 2003, nenhum outro argentino conseguiu ser campeão do mundo. Na Libertadores também foram só mais duas taças, em 2007, do próprio Boca, e em 2009, do Estudiantes. A mística da dificuldade de se enfrentar um clube argentino parece cada vez menos.
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Gigante River acabou rebaixado em 2011
Gigante River acabou rebaixado em 2011
Muito por conta do insucesso dos gigantes do país. Dos sete maiores clubes do país, dois (River Plate e Independiente) foram rebaixados os últimos anos e outros dois ficaram muito perto disso (Racing e San Lorenzo). O Rosario Central, que tem boa torcida no país, também acabou rebaixado. E isso porque o rebaixamento na Argentina é feito justamente para sempre salvar os gigantes, com uma média de pontos de três anos para decidir quem cai. Ou seja: é preciso ir muito mal por três temporadas seguidas para acabar na segunda divisão.
O período também foi propício para o surgimento de equipes até então sem muita expressão no cenário nacional. Banfield, Lanús e Arsenal - o time dos Grondonas, os comandantes do futebol local - conseguiram ser campeões pela primeira vez no país. No cenário continental, porém, esse ‘novos grandes' deram papelões. O Tigre, por exemplo, foi vice-campeão nacional e depois ‘fugiu' da final da Copa Sul-Americana diante do São Paulo.
E o problema maior é que o passo dado para tentar mudar só complicou ainda mais a situação. Desde 2009, o governo lançou o programa ‘Fútbol para todos'. Estava oficializada ali a estatização do futebol nacional. O Campeonato Argentino saiu das mãos da TV particular - e por assinatura - e foi para as televisões públicas. O futebol deixou de ser apenas um esporte e passou a ser também uma plataforma política. O intervalo das partidas, por exemplo, só tem propagandas do governo. No final do ano passado, os resultados do projeto foram anunciados: os investimentos foram duas vezes maior do que o combinado - dinheiro de contribuintes.
Futebol argentino tem interferência do governo da presidenta Cristina Kirchner
Futebol argentino tem interferência do governo da presidenta Cristina Kirchner
Outro exemplo da politicagem é o que aconteceu em 2013. O jornalista Jorge Lanata, do Canal Trece, passou a incomodar o governo com seu programa Periodismo para Todos (PPT) aos domingos à noite, com críticas à política kirchnerista e picos de 30 pontos de audiência. A resposta veio com a bola. O governo alterou o horário de início da última partida do dia de 20h30 para 21h30, exigindo sempre que ou Boca Juniors ou River Plate estivesse em campo. A medida, claro, atrapalhou a vida dos torcedores para ir aos estádios, mas diminuiu a audiência do PPT.
O governo também decidiu inovar nas competições. Primeiro resolveu recriar a Copa da Argentina, e a competição não vingou muito bem. Basta ver que Deportivo Merlo e Estudiantes de Buenos Aires, clubes nanicos, chegaram às semifinais. Também criou o Supercampeonato Argentino, uma espécie de final em jogo único entre os campeões de cada turno. Os torcedores preferiram abraçar às tradições e também não dão a importância esperada para a ‘superdecisão'.
Futebol em família
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Julio Humberto Grondona ao lado de Ricardo Teixeira
Julio Humberto Grondona ao lado de Ricardo Teixeira
O futebol argentino é famoso por ter em seu comando uma só família, há mais 30 anos. Foi em 1979 que Julio Humberto Grondona assumiu pela primeira vez a presidência da AFA, a federação de futebol do país. De lá até aqui, foram sete reeleições, sendo a última em 2011, com duração até 2015. 
Durante todo esse período, mais de uma vez, o dirigente teve de se explicar sobre denúncias de corrupção e outras fraudes.
Além de ocupar o mais alto cargo da entidade, ele também é vice e diretor de finanças da Fifa, um dos poucos sul-americanos que restaram no quadro diretório de Joseph Blatter. No ano passado, no entanto, Julio anunciou que não se candidatará mais para seu posto.
O cartola começou no futebol com a fundação de um clube na Argentina, o Arsenal de Sarandi, do qual foi presidente durante anos e agora tem um de seus filhos como seu sucessor, Julio Ricardo Grondona - ele faz parte também da delegação que veio ao Brasil com o time para a Copa do Mundo.
Mas a família ainda não acabou. Seu outro filho, o mais velho, com nome de Humberto Grondona (sem o Julio, não se confunda!), comanda o futebol de base do país. Antes técnico do sub-17, o herdeiro passou a ser treinador também do sub-20, no qual se mantém até hoje - ele também está no Brasil, com o restante de sua família, e chegou até a tomar algumas páginas de jornais depois de alguns ingressos com seu nome terem sido encontrados nas mãos de revendedores. 
fonte espn 
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sábado, 12 de julho de 2014

Brasil dá outro vexame e fica sem medalha em casa


David Luiz vai ao chão em derrota do Brasil contra Holanda
David Luiz vai ao chão em derrota do Brasil contra Holanda
Terminou de forma melancólica a Copa de 2014 para a seleção brasileira. Neste sábado, em Brasília, o time de Luiz Felipe Scolari perdeu a disputa de terceiro lugar para a Holanda por 3 a 0 e ficou sem medalha no segundo Mundial em que foi anfitrião.
Final de uma campanha medíocre e com recordes negativos e históricos. Foram sete jogos disputados e apenas três vitórias, sendo que uma com a ajuda do juiz (Croácia) e outra diante da pior seleção da Copa (Camarões).
Foram 14 gols sofridos. Nunca o Brasil havia levado tantos gols numa Copa. Sete apenas diante da Alemanha, naquela que foi a derrota mais dilatada da história quase centenária da equipe. que talvez viva hoje a maior crise técnica.
E que não pode reclamar de falta de apoio dos torcedores. Mesmo com mais uma atuação medíocre, os torcedores que foram ao estádio Mané Garrincha ficaram juntos com o time na maior parte do tempo. Só quando a derrota parecia definitiva desistiu da equipe: aos 42min do segundo tempo, gritos de olé nas trocas de passes dos holandeses.

Neymar ficou preocupado com dois gols da Holanda no início
Neymar vê do banco derrota do Brasil para a Holanda
Para a Holanda, além da medalha de bronze, fica o consolo de uma campanha sem derrotas, fato inédito na história da equipe em Copas.
Felipão mudou de forma radical o time que foi humilhado pela Alemanha nas semifinais. Foram cinco mudanças, sendo que só uma, a volta de Thiago Silva, que estava suspenso, no lugar de Dante, foi natural.
O treinador sacou Marcelo, Fernandinho, Hulk e Fred. E colocou Maxwell, Ramires, Willian e Jô. Na teoria, um time mais forte no meio-campo, justamente o que faltou contra os alemães. Neymar, com a fratura na vértebra, vestiu o uniforme e ficou no banco
Do lado holandês, Louis Van Gaal manteve a base da equipe, apesar do desfalque de Sneijder de última hora. E o jogo começou com o Brasil dando vexame de novo.
A defesa estava cheia de buracos e, logo aos 2 minutos, Robben entrou livre. Foi derrubado fora da área, mas o juiz argelino errou e marcou pênalti, cobrado um minuto depois por Van Persie, que chutou no ângulo de Júlio César e abriu o placar.
De novo a missão de armar o time ficava com os zagueiros, que abusavam dos chutões. E David Luiz ajudou de forma bizarra a Holanda a marcar o segundo gol.

Camisa 9 holandês abriu o placar ainda no começo da partida
Van Persie comemora o primeiro gol da Holanda
Em cruzamento da direita, o zagueiro cabeceou para o meio da área, quase fazendo uma assistência para Blind dominar e chutar forte para vazar Júlio César outra vez.
Perto de outro vexame histórico,  a seleção começou a se lançar para o ataque no desespero, sem estratégia. E ainda dava espaço para os holandeses contra-atacarem. Com lugares vazios, o Mané Garrincha resistia em vaiar a atuação brasileira. Só perto dos 30min os torcedores começaram a se queixar. Quando aparecia no telão, Felipão era vaiado.
A Holanda dava chances ao Brasil em lances de bola parada, já que fez seguidas faltas perto de sua área. Mas os cruzamentos não eram aproveitados pelos brasileiros. E o jogo foi para o intervalo com 2 a 0 para os holandeses e muitas vaias para o time de Felipão.
O treinador mudou a equipe para o segundo tempo. Fernandinho entrou no lugar de Luiz Gustavo. Não funcionou. O Brasil não conseguia chegar perto do gol rival. Aos 12min, nova tentativa, com Hernanes substituindo Paulinho.
Os europeus ficavam menos com a bola, mas eram quem tinham as melhores chances. E o Brasil insistia em uma triste marca da sua campanha: tentar cavar pênaltis. Aos 23min, foi a vez de Oscar, que levou amarelo pela simulação.
O jogo se arrastava, com erros dos dois lados. Mas ainda deu tempo para a Holanda marcar o terceiro, aos 46min, com Wijnaldum.
A seleção volta agora a se reunir em setembro, em amistoso contra a Colômbia, nos Estados Unidos. Pode ser o reencontro de Neymar com Zúñiga, que tirou o brasileiro da Copa em jogo pelas quartas de final.
FICHA TÉCNICA:
BRASIL 0 X 3 HOLANDA
Local: Mané Garrincha, em Brasília (DF)
Data: 12 de julho de 2014, sábado
Horário: 17 horas (de Brasília) 
Árbitro: Djamel Haimoudi (Argélia) 
Assistentes: Redouane Achik e Abdelhak Etchiali (ambos da Argélia) 
Público: 68.034
Cartões amarelos: Thiago Silva, Fernandinho, Oscar (BRA); Robben, De Guzman (HOL)
Gols: Van Persie, aos 3min, Blind, aos 16min do primeiro tempo; Wijnaldum
BRASIL: Júliio César; Maicon, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo (Fernandinho), Paulinho (Hernanes), Ramires (Hulk), Willian e Oscar; Jô
Técnico: Luiz Felipe Scolari
HOLANDA: Cillessen (Vorm); De Vrij, Vlaar e Martins Indi; Clasie (Veltman), Wijnaldum, De Guzman e Blind (Janmaat); Robben, Kuyt e Van Persie
Técnico: Louis Van Gaal
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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Com Messi, Neymar e Robben, Fifa apresenta indicados a melhor jogador da Copa; veja lista

Os 10 indicados pela FIFA ao prêmio de melhor jogador da Copa do Mundo 2014. Foto: Reprodução Internet - Twitter.A FIFA anunciou os 10 jogadores indicados ao melhor jogador da Copa do Mundo no Brasil: Mascherano, Di María, Messi, Hummels, Toni Kroos, Lahm, Müller, Robben, Neymar e James Rodríguez. Boa lista, mas com algumas observações que devem ser feitas.
Os goleiros tiveram uma lista separada e vão concorrer ao prêmio Luva de Ouro. Na Copa das Copas onde tiveram muitos gols, mas os goleiros também brilharam com excelentes atuações parece que uma segregação injusta foi feita. Manuel Neuer (Alemanha), Romero (Argentina) e Keylor Navas (Costa Rica) foram os indicados. O goleiro alemão, por exemplo, poderia estar entre os dez melhores que concorrem ao prêmio de melhor do mundial.

Três nomes são discutíveis. Lahm, Di María e Hummels. 

- O primeiro foi o segundo melhor lateral-direito que vi jogar, mas, infelizmente, assim como no Bayern de Munique, Lahm atua como um bom volante na Alemanha. A primeira fase não foi boa para o camisa 16, principalmente contra Gana. Coincidentemente o futebol da Alemanha melhorou quando o lateral voltou a sua posição de origem, impecável como sempre.

- O segundo fez uma boa Copa do Mundo, mas nada que merecesse tanto destaque. O meia é realmente o motorzinho do time enquanto Messi fica sobrecarregado. Teve sua melhor temporada no Real Madrid e era uma esperança do quarteto fantástico. Foi bem, mas teve melhores.

- Hummels faz uma ótima Copa do Mundo. Fez dois gols e é o líder em referência técnica na defesa somente quatro vezes vazada da Alemanha. O detalhe é que o zagueiro ficou dois jogos de fora. Isso pesa, porém vale destacar que foram exatamente as duas partidas que o time de Joachin Löw mais teve dificuldades na defesa, contra Gana e Argélia.

Pois bem, Hummels não tiraria desta lista, mas penso que Neuer (Navas ou Romero, como preferirem), Cuadrado (Colômbia) ou David Luiz poderiam estar entre os dez melhores da Copa do Mundo.

Já tenho meu voto. Independente da final no Maracanã, o melhor da Copa do Mundo foi o meia James Rodríguez, da Colômbia. Cinco jogos excelentes, com dois a menos que o finalista Müller. O camisa 10 ainda pode continuar sendo o artilheiro do Mundial. Basta o camisa 13 não marcar contra a Argentina para igualá-lo ou ultrapassá-lo. Técnico, cerebral, dribles, passes e gols geniais. Não tenho dúvidas. James Rodríguez.

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James Rodríguez  – Grande destaque da equipe colombiana,  o jovem foi contratado a peso …


Entretanto, acredito que o prêmio será dado ao vencedor da Copa do Mundo. Não terá Oliver Kahn eleito antes da decisão, como foi em 2002. Messi deve ser coroado por ser decisivo ofensivamente ao longo da campanha para os Hermanos em caso do título histórico no Brasil. Müller deve receber o lugar mais alto do pódio se o coletivo alemão fazer seu trabalho ser merecidamente reconhecido e vitorioso após dez anos de reestruturação e dedicação. O jogador do Bayern é o símbolo dessa iniciativa tedesca.
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