sexta-feira, 21 de março de 2014

Atletas de vôlei de praia estão unidos para lutar pelo esporte no país Com braçadeiras nos braços demonstrando o amor ao esporte, jogadores criam uma associação de atletas para serem ouvidos

sexta-feira, 21 de março de 2014 - by Unknown 0

Atletas usam braçadeiras com os dizeres "Eu amo vôlei de praia"
Junto com a revolta após as denúncias de corrupcão que mexeram com o vôlei brasileiro, veio o sentimento e a vontade de mudar. Nas areias, o primeiro passo foi reativar a Associação dos Profissionais de Vôlei de Praia, para que os jogadores, de maneira organizada, consigam chegar até a Confederação Brasileira de Vôlei e serem de fato ouvidos. Liderados por Roberto Pitta, Harley Marques e Cristine Santanna, os jogadores manifestaram a indignação sobre a possibilidade de corrupção na Confederação Brasileira de Vôlei utilizando braçadeiras, com os dizeres "Eu amo vôlei de praia", nas partidas da etapa do Circuito Brasileiro, que está sendo disputada em Maceió.

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O uso de braçadeira é apenas um simbolismo encontrado pelos atletas para demonstrar a repulsa às denúncias. O movimento, porém, pretende ter outras ações, como demonstrou em uma nota oficial o presidente da AVPV, Roberto Pitta.

"Venho por meio deste comunicar que os atletas de vôlei de praia, representados pela Associação dos Profissionais de Vôlei de Praia, se sentem profundamente surpresos e indignados com os recentes acontecimentos. Gostaríamos que fossem esclarecidos tais eventos para que novamente possamos confiar e acreditar em nossa confederação. Acreditamos que seja imprescindível a transparência na gestão de qualquer organização. Principalmente em uma instituição de tamanha importância como a Confederação Brasileira de Voleibol."    O vôlei de praia brasileiro é respeitado internacionalmente e conseguiu medalhas nas cinco edições que o esporte foi disputado. Porém, nos últimos anos, transformações no esporte estão sendo impostas pela CBV sem margem para uma discussão com os atletas anteriormente. O impacto disso muitas vezes afeta diretamente a carreira dos jogadores que se sentiam de mãos atadas.

"Existem vários pontos que podem ser conversados para que se chegue a um denominador comum. Ainda mais com as recentes mudanças no sistema de disputa do Circuito Brasileiro e no Circuito Mundial. Então, a Associação faz esse papel de ligação entre os atletas e a confederação", disse Beto.

Exemplos dessas mudanças são: a criação de um Circuito Brasileiro A e outro B; a quantidade de pontos por set que passou de 18 para 21; mudança nos modelos de bolas usadas no Circuito; criação de uma seleção brasileira e convocação sem critério técnico; definição das duplas que disputarão o Circuito Mundial centralizada na CBV. A questão reinvidicada, segundo o presidente da Associaçào, é apenas o direito dos atletas serem ouvidos.

"Eu fico muito feliz de poder falar que num momento conturbado como esse que vivemos, olho para o lado e vejo a Juliana, o Emanuel, a Talita, o Pedro Solberg, o Alison, o Ricardo, enfim jogadores da elite do vôlei de praia  mundial apoiando a nossa causa. São pessoas que acima de tudo amam o esporte. O futuro do esporte passa por essa união", concluiu Beto Pitta.

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